terça-feira, 31 de maio de 2016

Diretor do hospital de Rurópolis é pai dos donos da clínica que ganhou licitação milionária

Blog do Jeso

Diretor do hospital de Rurópolis é pai dos donos da clínica que ganhou licitação milionária, Os médicos Roberto e Gláucia Wanderley com a vereadora Paula Genuíno
Os médicos Roberto e Gláucia com a 
vereadora Paula Genuíno (centro)
Os donos da clínica com sede na cidade de no Ceará de Jeriquaquara, e que ganhou uma licitação de 1,1 milhão de reais em Rurópolis são filhos do diretor clínico do único hospital público da cidade.

José Roberto Lima Wanderley, médico ocupante do cargo, é pai dos irmãos Abel e Roberta Wanderley, proprietários da Jijoclin Clínica Médica, conforme o blog revelou quinta-feira, 26.

Doutor Roberto, como é mais conhecido na cidade, ganha salário em torno de 40 mil reais/mês da prefeitura.

Ele ocupa o cargo desde outubro de 2014, por nomeação do atual prefeito Pablo Genuíno (PSDB).

Casada com Roberto e mãe dos donos da Jijoclin, a médica Danildes Gláucia Gomes Wanderley também trabalha no Hospital Municipal de Rurópolis.
Por determinação do juiz Flávio Lauande, o contrato da prefeitura com a clínica cearense e com a médica Nathalia Silva Pena, no valor de R$ 1.134.000,00, foi suspenso, por suspeita de irregularidades.

A decisão liminar (provisória) foi proferida no último dia 20.

Outro lado

O blog tentou contato o prefeito Pablo Genuíno. Mas ele não atendeu as ligações.

A secretaria municipal de Saúde, Everalda Moura, ao ser informada sobre o conteúdo da matéria, desligou o celular, e não mais atendeu as reiteradas ligações do blog.

Gilberto Kiss, assessor de imprensa da Prefeitura de Rurópolis, alcançado pelo blog, disse que o prefeito iria se pronunciar sobre o caso ainda hoje.

Roberto Wanderley, contatado pelo blog através do hospital (093-35431688), não poderia falar naquele momento por se encontrar no consultório, segundo informou o atendente.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Falta de chuva mantém nível das águas do Tapajós estável.

De acordo com o subcomandante, capitão Antonio Neto, até o dia 10 de maio o rio registrou uma elevação em média de 15 centímetros por semana. “Nas últimas três semanas o rio registrou em média uma elevação de 1 a 2 centímetros, o que é considerado estável. Aparentemente, o rio não demostra sinais que vai subir mais, mas temos que aguardar para temos essa certeza”.
O capitão explicou que isso é consequência da escassez de chuvas tanto nas regiões onde estão localizadas as nascentes quanto na região oeste do estado. “A chuva que tem caído aqui é muito fraca e não impactam diretamente o nível. A subida das águas aqui é consequência também das chuvas nas nascentes”. Neto ressaltou que a média está abaixo da registrada no mesmo período no ano de 2015.
O acompanhamento é feito diariamente pela Capitania Fluvial por meio de uma régua que fica em frente à cidade. A medição é sempre realizada às 12h.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Policia Militar prende lideres de invasão em Itaituba, PA

Na manhã desta terça feira, 24, policiais militares do Grupo Tático Operacional foram acionados pelo empresário “Paulinho da Avenida”. 

A denuncia era de que desde domingo várias pessoas estavam invadindo sua terra, localizada nas proximidades do Parque de Exposição Hélio Mota Gueiros. Quando os policiais chegaram ao local algumas pessoas ainda estavam no local demarcando a terra para tirar seus terrenos. Dos que estavam no local 08 homens considerados lideres da invasão foram levados para a delegacia de policia. 
Eles não disseram quem começou a invasão, disseram que souberam do movimento e foram ate ao local para se aventurarem em pegar um terreno, alegaram não terem casa própria.  Em entrevista a nossa reportagem o dono da área, disse que, foi avisado por um dos seus funcionários que sua terra estava sendo invadida, foi quando começou a tomar as providencias, inclusive mostrando aos invasores que a terra tem documento, porem eles não deram importância; “Paulinho da Avenida”, disse também que se sentiu ameaçado pelos invasores por isso procurou a policia. Os homens presos, foram identificados, qualificados e liberados em seguida, confesso que esse seria o caminho a ser seguido em Trairão.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Principal ITAITUBA: Seminário debate impactos dos grandes projetos na Bacia do Tapajós

Nesta segunda-feira (23) iniciou, em Itaituba, no oeste do Pará, o Seminário “Impactos, desafios e perspectivas dos Grandes Projetos na Bacia do Tapajós”.
O evento é promovido pelo Ministério Público do Pará por meio do Centro de Apoio Operacional Cível (CAO Cível) e Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (Caoma) em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) por meio da Clínica de Direitos da UFPA com apoio da Fundação Ford, Ministério Público Federal e promotores de justiça locais. O Seminário segue até o dia 24 no Parque de Exposição Hélio da Mota Gueiros.

O foco principal são os impactos aos municípios que compõem a Bacia- Santarém, Itaituba, Belterra, Placas, Aveiro, Mojui dos Campos, Novo Progresso, Juruti, Jacareacanga, Rurópolis e Trairão.O Grupo de Trabalho (GT) da Bacia do Tapajós, criado em fevereiro de 2016 pelo MPPA, tem como coordenadores gerais o CAO-Cível e o Caoma e como coordenadores regionais as promotoras de Justiça Lílian Furtado e Ione Missae, que atuam nos municípios. O público alvo são pessoas e instituições interessadas na discussão dos impactos, desafios e perspectivas dos grandes projetos na região- estudantes, professores e pesquisadores, órgãos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, movimentos sociais, povos e comunidades tradicionais.

O credenciamento iniciou às 8h, na segunda-feira (23), e a abertura oficial foi às 10h, com a presença do Procurador Geral de Justiça do Pará, Marcos Antônio Ferreira das Neves e representantes do Governo do Estado, MPF, Justiça Federal e Estadual, Clínica de Direitos Humanos da Amazônia/UFPA, Igreja Católica, prefeitura de Itaituba, do Consórcio de Municípios do Tapajós, Assembleia Legislativa do Pará e da OAB em Itaituba.Além da comunidade em geral, estarão representadas instituições e movimentos sociais interessados na discussão dos impactos, além de estudantes, professores e pesquisadores, órgãos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, povos e comunidades tradicionais, como o representante do povo Munduruku, Juarez Saw Munduruku, e Ageu Lobo Pereira, da comunidade Montanha Mangabal.

De acordo com a promotora de justiça Lilian Braga, o Ministério Público viu a necessidade de discutir com a população desses municípios sobre os impactos e informar corretamente as populações. “Nossa intenção é qualificar a informação, para que a comunidade possa se posicionar, acompanhar e intervir nos procedimentos. O evento teve a presença de lideranças indígenas, quilombolas e outros, inclusive de Altamira, que passou por processo semelhante. Precisamos acompanhar o licenciamento e esse é o momento propício para a comunidade discutir”, ressalta.

Grupos de TrabalhoNo segundo dia do seminário três Grupos de Trabalhos (GTs) serão realizados, de 8h às 12h, paralelo às mesas redondas. No GT1, será trabalhado o tema “Gestão pública e grandes projetos”, com objetivo principal de debater com gestores públicos o planejamento para gerenciar os efeitos diretos e indiretos que serão vivenciados em razão dos grandes projetos de empreendimentos previstos para a Bacia do Tapajós.O tema do GT2- “Grandes empreendimentos e pequenos empreendedores” vai promover diálogo sobre o desenvolvimento local e arranjos econômicos a partir das perspectivas de implantação de grandes projetos.

O GT 3 traz o tema “Violências & Conflitos urbanos e rurais”, para debater com o Poder Público e sociedade civil os desafios para enfrentar e resolução conflitos urbanos e rurais gerados por grandes projetos. No GT, serão abordados temas como: violência urbana, êxodo rural, prostituição infantil, disputas territoriais e de recursos naturais, dentre outros.


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Crime Macabro: Cozinheiro Mata e decepa cabeça de vaqueiro no interior do Pará

AVISO IMPORTANTE: IMAGENS FORTES - PROIBIDAS PARA MENORES. VAQUEIRO TEVE A CABEÇA CORTADA E JOGADA NO RIO.
O crime aconteceu no último sábado, (07), no município de Medicilandia, interior do Pará, quando uma equipe de tropeiros, que conduzia cerca de 1.200 bezerros pela rodovia Transamazônica, ao chegar sobre a ponte do km 108, dois da equipe, o vaqueiro e o cozinheiro, se desentenderam. Então o  cozinheiro acabou matando o colega de trabalho com um tiro, e depois ainda decepou a cabeça da vítima, jogando dentro do rio, onde a tropa da boiada estava acampada para passar a noite. A polícia já apura as circunstâncias do crime e busca prender o acusado.

terça-feira, 10 de maio de 2016

TSE está sem recursos suficientes para eleições municipais de outubro

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) está sem recursos suficientes para realizar as eleições municipais de outubro. De R$ 750 milhões que estavam previstos no orçamento, 35% foram cortados pelo Congresso Nacional, num total de R$ 256,6 milhões. 


PIRES na mão
De acordo com o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que assume na quinta (12) a presidência do TSE, a situação é grave e precisa ser resolvida "com urgência". Ou o pleito estará ameaçado. 

 
SEM VOZ
Ele afirma que a equipe do TSE está sem interlocução no governo, já que boa parte dos dirigentes de órgãos do Executivo, com o impeachment, já está deixando seus cargos. 

 
CONTA BANCÁRIA
Os parlamentares fizeram cortes também no orçamento ordinário da corte eleitoral, de R$ 234 milhões, suspendendo contratações e verbas previstas para investimentos. Na época em que reduziram as verbas do tribunal, eles triplicaram os recursos do fundo partidário, que saltou para cerca de R$ 800 milhões. 


Fonte: Folha

sexta-feira, 29 de abril de 2016

CONSÓRCIO TAPAJÓS EMITE NOTA DO ESCLARECIMENTO: Sobre hidrelétrica São Luiz do Tapajós

O CONSÓRCIO DE DESENVOLVIMENTO INTERMUNICIPAL DOS Municípios DO TAPAJÓS - CONSÓRCIO TAPAJÓS, pessoa jurídica de direito público constituído pela vontade livre e soberana dos representantes dos municípios de AVEIRO, ITAITUBA, JACAREACANGA, NOVO PROGRESSO, RURÓPOLIS, TRAIRÃO e BELTERRA, vem manifestar-se quanto a fato relevante ao desenvolvimento de sua área de atuação.

O IBAMA tornou público que suspendeu terça-feira (19/04/2016) o processo de licenciamento ambiental do projeto de aproveitamento hidrelétrico São Luiz do Tapajós, na bacia do Rio Tapajós, Estado do Pará. Segundo nota expedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis- IBAMA A decisão foi comunicada por meio de ofícios pela presidente do Instituto, Marilene Ramos, à presidência da Fundação Nacional do índio (FUNAI) e à direção da Eletrobrás, responsável pelo empreendimento. Parecer técnico da FUNAI encaminhado ao IBAMA em 26 de fevereiro aponta a inviabilidade do projeto sob a ótica do componente indígena e recomenda a suspensão do licenciamento. De acordo com o documento, a necessidade de remoção de aldeia indígena torna o projeto inconstitucional, inviabilizando a análise do processo. A presidente do Ibama informou que o eventual prosseguimento do licenciamento ambiental dependerá de manifestação conclusiva da Funai, ficando suspensa a avaliação do requerimento para emissão de licença prévia. Em dezembro de 2014, o Ibama já havia recusado os estudos de impacto ambiental apresentados pela Eletrobrás."l. 

O tema não é novo, antes trata-se de desdobramentos de entendimentos técnicos de entes integrantes do Governo Federal, uma vez que o Ministério de Minas e Energia - MME já havia marcado o leilão da Usina Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós para dezembro de 2014. Ora! Sabe-se que a liberação de Licença Prévia é pré-requisito à realização de leilão, portanto presume-se que tratava-se de etapa já superada a época, contudo o Leilão foi cancelado.

Naquele ano o MME informou que o certame não teria previsão para acontecer e que o cancelamento do leilão ocorreu em razão do componente indígena dos estudos ambientais, concluídos em setembro de 2014, terem identificado quatorze impactos negativos sobre povos indígenas, dos quais seis foram considerados irreversíveis. Desde então a Fundação Nacional do índio (FUNAI) passou a alegar que o projeto da usina é inconstitucional, pois alagará terras indígenas o que ao ver da autarquia federal é vetado pelo artigo nP. 231 da Constituição Federal.

Diante deste impasse cabia ao IBAMA dar andamento ao citado processo de licenciamento e manifestar-se sobre a viabilidade do empreendimento a partir de nova avaliação do EIA/RIMA e demais estudos, como os da FUNAI, e no presente momento manifesta-se pela suspensão do processo de licenciamento do projeto de aproveitamento hidrelétrico o que na prática impede a Agência Nacional de Energia Elétrica — ANEEL de realizar o leilão da usina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós.

Os prefeitos e as prefeitas, representantes dos municípios que compõe este consórcio, vem manifestar preocupação com a citada suspensão, pois defendem em voz única que inexiste atividade econômica que não produza impacto ambiental e social, bem como inexiste desenvolvimento sem que haja a exploração dos potenciais econômicos regionais e locais, pelo que defendem que todas as atividades econômicas devam ser executadas segundo as diretrizes do desenvolvimento sustentável (economicamente viáveis - socialmente justa — ambientalmente corretas), para que possam assegurar melhorias na infraestrutura regional, reduzir a desigualdade entre a região do tapajós e as demais regiões do Pará e do Brasil, universalizar a educação e a saúde pública na região, promover justiça fiscal regional, promover proteção ambiental e fortalecer as instituições e a sociedade na região.

Ao ver do consórcio os projetos, econômicos ou não, implantados nessa região, devem zelar por total respeito à legislação constitucional e infraconstitucional, notadamente quanto aos direitos das comunidades tradicionais, sejam indígenas, ribeirinhas, garimpeiras, quilombolas, etc.

Da mesma forma considera-se que inexiste duas ou mais sociedades vivendo no Tapajós, todos os moradores desta região, indígenas ou não indígenas, garimpeiros, ribeirinhos, etc., formam uma única sociedade, habitam um único território, cada qual com suas especificidades, econômicas, culturais e políticas, que podem e devem coabitar, como de fato já ocorre a séculos. Contudo, todos, possuem ao menos um anseio comum, viver dias melhores e deixar aos filhos uma região menos desigual, mais desenvolvida e justa! Esse é o gigantesco legado que nossa geração deve deixar as futuras e só é possível a partir da exploração do potencial conômico regional e local.

Outras sociedades antigas e modernas exploraram os potencias econômicos existentes em seus respectivos territórios e promoveram com isso desenvolvimento econômico, social e humano, isso aqui também é possível! Nesta região teve-se a exploração do látex, do ouro e da madeira, sem contudo haver internalização dos resultados econômicos, o que acredita-se estar a sociedade mais preparada para evitar igual resultado danoso, mas para isso muito trabalho promover-se-á.

Os representantes do Consórcio Tapajós manifestam entendimento de que a execução de projetos com a envergadura do Complexo Hidrelétrico do Tapajós exigirá concessões reciprocas de todos (ribeirinhos, garimpeiros, indígenas, entes federados, etc.), em que pese às especificidades, econômicas, culturais, políticas e até a visão de mundo, divergentes e por vezes antagônicas, entre os diversos grupos humanos que formam este povo regional, sempre há um ponto de equilíbrio, que possa consagrar o anseio comum já expressado.

Para finalizar são estes os fundamentos que fazem com que os prefeitos e as prefeitas, representantes dos municípios que compõe o Consórcio Tapajós, promovam diligências juntos ao MME, ELETROBRAS, IBAMA e FUNAI, com vistas a ampliar a compreensão e a buscar a superação dos entraves que apontaram à suspensão do processo de licenciamento do projeto de aproveitamento hidrelétrico São Luiz do Tapajós.

Sede do consórcio Tapajós em 27 de abril de 2016.
Raulien de Oliveira Queiroz 
Presidente:  CONSÓRCIO TAPAJÓS.